Eu sou a Lenda, part IV
24/12/2011
Por que então esse preconceito cruel, essa parcialidade irrefletida? Por que o vampiro não pode viver onde quiser? Por que precisa procurar esconderijos onde ninguém pode encontrá-lo? Por que você quer vê-lo destruído? Ah, veja, você transformou o pobre inocente sem malícia em um animal perseguido. Ele não tem condições de sustento, não tem a possibilidade de se educar corretamente, não tem direito de voto. Não é de suspreender que seja obrigado a buscar uma existência noturna predatória.
Robert Neville grunhiu um grunhido mal-humorado. Claro, claro, pensou, mas você deixaria sua irmã se casar com um deles?
Ele deu de ombros. Nessa você me pegou, amigo, nessa você me pegou.
A música terminou. A agulha arranhava para lá e para cá os sulcos negros. Ele ficou ali sentado, sentindo um frio subir-lhe pelas pernas. Era isso que havia de errado em beber demais. Você se tornava imune a deleites embriagados. Não havia descanso na bebida. Antes de você ficar feliz, você desabava. O quarto já estava se endireitando, os sons lá fora começavam a mordiscar seus tímpanos.
- Saía, Neville!
Sua garganta se moveu e uma expiração trêmula escapou de seus lábios. Saia. As mulheres estavam lá fora, com os vestidos abertos ou sem vestido, sua carne à espera do toque dele, seus lábios à espera de …
Meu sangue, meu sangue!
To becontinued …
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Boa tarde.Desculpa o incomodo, mas venho hoje pedir que olhe com carinho meu blog de resenhas literárias, o O Leitor.Se puder fazer parte, agradecemos.Obrigada e uma ótima segunda-feira. Beijos,Pamela.